LEITURA EM3 MINUTOS

Pode parecer estranho dizer isso sendo fotógrafa em duas cidades praianas.

Mas é verdade. O mar não é só um cenário bonito. Ele é imprevisível. Venta quando quer. Muda de cor. Bagunça cabelo, véu, planos.

Ele exige entrega.


Tem gente que quer controle absoluto: cada fio no lugar, cada pose ensaiada, cada detalhe calculado. E tem gente que prefere sentir.


Sentir o vento bater no rosto.

Sentir a areia nos pés.

Sentir o abraço acontecer antes da foto.

Eu fotografo para quem escolhe sentir.


Para casais que entendem que a beleza não está na perfeição, mas na verdade do momento.

Para noivas que deixam o véu voar.

Para quem ri quando o cabelo sai do lugar.

Para quem entende que o mar não é fundo — é personagem.


Em Salvador, com um por do sol mais rápido.

Em Niterói, com o sol indo embora de um jeito mais tranquilo.

Mas em qualquer lugar, ele traz vida. E fotos vivas atravessam o tempo.

Se você é do time que prefere sentir a controlar, talvez a gente se encontre em breve — à beira-mar, com o vento fazendo parte da história.


Com carinho,

Andreia Moura